terça-feira, 19 de julho de 2016

Grandes Atrizes

Márcia começou sua carreira como garota-propaganda na TV Record por volta de 1965, tornando-se depois apresentadora. Estreou como atriz em uma pequena participação na série Ceará Contra 007, escrita por Marcos César, vivendo a personagem Silvia, ao lado de comediantes como Ronald Golias, Durval de Souza, Jô Soares, Consuelo Leandro e Renato Corte Real.
Sua primeira telenovela foi A Última Testemunha, de Benedito Ruy Barbosa, que estreou em agosto de 1968, com direção de Walter Avancini.
No ano seguinte, Márcia ganhava sua primeira grande oportunidade como atriz em Algemas de Ouro, outro original de Benedito Ruy Barbosa, que estreou em março de 1969. A personagem Lene revelou a atriz para o público, e foi nessa telenovela que ela trabalhou, pela primeira vez, com o ator e diretor Adriano Stuart, que depois viria a ser seu marido.O sucesso chegou para a atriz com a telenovela seguinte, As Pupilas do Senhor Reitor, adaptação de Lauro César Muniz para a obra do português Júlio Diniz, dirigida por Dionísio de Azevedo. Lançada em março de 1970 pela TV Record, a telenovela ficou quase um ano no ar, e foi um dos maiores sucessos da emissora no gênero segundo a revista InTerValo.https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKj4j40fMeMEiwGmc0Voh20YFyR2l2yrSq2lPjnOSCgj2T2aOsVx0rLKC9YZDfBDkcDmrp8RTOzxyJc_iH1HKXfxdXWgvt44wb44mgrd4QSkG_s7ugmfPy43hkMzF8Nqal3aCWGwzvxF4/s1600/MarciaMaria-f2.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNfoVF-k0HumEgFv-4yaGvRqNQTbZ3BiaiA8j_XcVDtAE-zmJwkcDumV6ACxYtLQ5HwatwyvPMQDWdLMTaGOr__YmTDy8v_iDkDkxd63yiu2HcWQ6nmFlb0-cSB5f91eQoxlxwS88T31I/s1600/MarciaMaria-amiga.jpg https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-FPVsXazAhUYw2zOQj6HL_cZ735kStoZYlWAoRXxHRTDh_EVs79B8Su9klMuG5cihLiLI87MvgMavj7OjveqWK2feI5gFxqvs5LacgD0YuTdZG7v7F_MNRJrmhATUFJsfSQGYhfhH_Gk/s1600/asPupilasdoSenhorReitor-Record.jpgAs Pupilas do Sr. Reitor (TV Record, 1970)




Em março de 1971, Márcia Maria teve um grande desafio: viver Veridiana, a protagonista feminina de Os Deuses Estão Mortos, telenovela também de Lauro César Muniz e que reunia um grande elenco.
Nessa época, a convite do diretor Fauzi Mansur, estreou no cinema, fazendo um dos principais papéis de Uma Verdadeira História de Amor, contracenando com o galã Francisco Di Franco.
Os Deuses Estão Mortos rendeu mais um folhetim para a TV Record, a continuação da história que levou o nome de Quarenta Anos Depois, e foi exibida a partir de dezembro de 1971. Márcia Maria ganhou um papel duplo: a avó Veridiana e a neta rebelde e alegre com o mesmo nome.
Em junho de 1972, a atriz estreava na TV Tupi São Paulo, onde rapidamente se transformaria também em uma das estrelas da casa. A primeira telenovela foi Bel-Ami, de Ody Fraga e Teixeira Filho.

Com Adriano Reys e Elaine Cristina em  BEL AMI-Tv Tupi 1972

 (Márcia Maria com Leonor Lambertini em A Deusa Vencida-Tv Bandeirantes 1980)



Na TV Tupi ela participou dos teleteatros que compuseram o Estúdio A e em 1973 ela participaria, pela primeira vez, de um telenovela da autora Ivani Ribeiro: Mulheres de Areia, que ficou quase um ano no ar, vivendo a vilã Andrea.
No ano seguinte, Márcia fez parte do grande elenco de Os Inocentes, uma adaptação de Ivani Ribeiro para a TV Tupi da história clássica A Visita da Velha Senhora, vivendo o segundo papel feminino da história, Marina. Neste mesmo ano ela voltou ao cinema, protagonizando Gente Que Transa, de Sílvio de Abreu. ao lado de Adriano Reys e Carlos Eduardo Dolabella.
Entre 1975 e 1978, Márcia Maria se tornou a heroína das telenovelas de Geraldo Vietri para a TV Tupi. Sempre tendo como par romântico o ator Jonas Mello, os dois encabeçaram os elencos das tramas Meu Rico Português, Os Apóstolos de Judas e João Brasileiro, o Bom Baiano. Entre uma telenovela e outra, escrita por Vietri, ela ainda fez uma participação especial na primeira versão de A Viagem, de Ivani Ribeiro, entrando quase no final da trama. Nesse período, ela também fez um filme dirigido por Geraldo Vietri, Que Estranha Forma de Amar.
Em 1979 ela atuou na telenovela Dinheiro Vivo de Mário Prata, uma história que falava sobre os programas de televisão com perguntas e respostas que valiam prêmios para os inscritos. Márcia Maria interpretava a personagem feminina central, Flávia. Neste mesmo ano, fez mais uma incursão no cinema, em As Amantes de um Homem Proibido, de José Miziara, ao lado de Nuno Leal Maia, mas sem grande repercussão.
A década de 1980, começa com sua participação no filme As Intimidades de Analu e Fernanda, dirigida por José Miziara, ao lado de Ênio Gonçalves e Helena Ramos. O filme é até hoje um dos preferidos na programação do Canal Brasil. Na TV Bandeirantes, Márcia viveu Sofia na nova versão de A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, novamente dirigida por Walter Avancini, um dos diretores com quem mais a atriz trabalhou na televisão. A telenovela chegou a ser reprisada em duas oportunidades pela emissora.
Em 1982, ela viveu Dora na telenovela Campeão, exibida pela TV Bandeirantes, escrita por Jayme Camargo e Marcos Caruso, onde reproduziu a cena de Anita Ekberg no filme de Federico Fellini La dolce vita, banhando-se em uma fonte. Depois da telenovela, se dedicou ao teatro e apresentou um programa feminino nas tardes da TV Record, o A Mulher dá o Recado, que ficou mais de três anos no ar.


Márcia Maria

A década de 1990

Ela só voltou às telenovelas em Brasileiras e Brasileiros, pelo SBT, em 1990, dirigida mais uma vez por Avancini. Sua personagem era Leonor, a dama de companhia da atormentada mulher de Ramiro, personagem vivido por Rubens de Falco.
Ainda na década de 1990, apresentou o programa Festa Baile com Agnaldo Rayol, na TV Cultura. Fez teatro e gravou três telenovelas: Por Amor e Ódio, na TV Record, em 1997, como a mãe de Isabela (Luciene Adami); O Direito de Nascer, exibida pelo SBT apenas em 2001, como a madre Teresa que cuida da personagem Maria Helena (Guilhermina Guinle) quando ela vai para o convento e Amor e Ódio, também em 2001 no SBT, vivendo uma fofoqueira, a Rosinha.
Em 2005, Márcia Maria esteve na série Senta que Lá Vem Comédia da TV Cultura, participando do teleteatro Casa de Orates, dirigida pelo ex-marido Adriano Stuart ao lado de Kito Junqueira e Cassiano Ricardo. Foi a última participação da atriz em teledramaturgia.
Márcia Maria morreu em São Paulo em 8 de fevereiro de 2012, aos 68 anos, em consequência de uma queda, em seu apartamento, causada por um acidente vascular cerebral.

sábado, 24 de outubro de 2015

Ultraman

é uma série japonesa de tokusatsu que estreou em 1966. Foi o segundo seriado de TV exibido em cores na televisão japonesa. O sucesso de Ultraman foi tão grande que gerou uma franquia de séries e filmes que dura até hoje. No Brasil, foi televisionada nos anos 60 e 80 pelas TV Tupi, Rede Bandeirantes, TV Record, TV Manchete e TVS. Nos anos 80, pelo SBT. Na Tupi, foi exibida durante anos dentro do programa Clube do Capitão Aza, sendo uma das principais atrações. Em 1971, foi lançada a série Regresso de Ultraman, que contava a história do seu alter-ego Hideki Go.
Foi por essa época que o público brasileiro começou a confundir essa série com a do primeiro Ultraman. Ela alternava horário com o Ultraman de Hideki Goh, fazendo confusão, entre os telespectadores, com o de Hayata, dando a entender que se tratava do mesmo herói, o que não era verdade.
Com o fechamento da Tupi, em 1981 a série voltou a ser exibida pela TVS e repetiu o sucesso. Por fim, sua última exibição data de 1986, sendo uma das atrações do programa de jogos eletrônicos TV POW, exibido nessa emissora e apresentado por Mara Maravilha e Charles Myara, entre outros. Em 1996, é lançada em Home Vídeo (em parte, pois só foram lançadas doze fitas) pela RESERVA/ Intermovies e nesse mesmo ano foi reprisada pela Rede Manchete com nova dublagem, mas exibida por pouco tempo. Depois, em 2002, passou a ser exibida na CNT. Atualmente é exibida pela Ulbra TV de Porto Alegre e pela Rede Brasil de TV, de São Paulo.História Um alienígena vindo da Galáxia M-78 a bordo de uma cúpula vermelha, ao perseguir o monstro Bemlar, choca-se com a nave do oficial Shin Hayata da Patrulha Científica. Hayata não suporta a gravidade dos ferimentos e morre. Para reparar o erro, o misterioso alienígena funde sua energia vital à de Hayata, trazendo-o de volta a vida e entregando-lhe a Capsula Beta. Os feitos do Alien lhe deram poderes incríveis e agora Hayata pode se transformar em Ultraman para defender a Terra de qualquer ameaça. E assim Hayata vai derrotando diversos monstros e outros invasores e sempre mantém sua identidade secreta em sigilo. Em diversas batalhas, Ultraman acaba se deparando com os Baltans-Seijins, aliens poderosos que queriam dominar a Terra e voltariam a atacá-la diversas vezes. Uma vez enfrentou Zarabu-Seijin, um misterioso ser que queria dominar a Terra e colocar Ultraman contra a população. Para seu plano funcionar, ele escraviza astronautas que estavam a bordo de um foguete e aprisiona Hayata, transformando-se em um falso Ultraman. Depois de tentar muito, Hayata consegue se libertar e se transforma em Ultraman para enfrentar ZarabuSeijin. Entre essa e muitas batalha de destaque, Hayata consegue ser um herói e ter uma vida normal junto com seus amigos da Patrulha Científica. Entre eles: o Capitão Muramatsu, Arashi, Ide e Akiko. Apesar disso, ele sempre tem restrição com todos e nada se sabe sobre sua vida pessoal. Por fim, Zeton-Seijin invade a Terra com um plano para exterminar Ultraman, que acaba sendo derrotado e morto. Vindo do espaço, surge Zoffy, um outro Ultra que aparece para resgatar Ultraman e levá-lo de volta a M-78, assim se separando de Hayata (este recebeu uma nova vida que Zoffy trouxera com ele). Hayata voltou a aparecer se transformando em Ultraman como convidado nas séries O Regresso de Ultraman (1971), Ultraman Taro (1973) e Ultraman Mebius (2007). Na década de noventa, Ultraman também fez uma ponta num dos capítulos finais de Ultraman Tiga. No cinema, Hayata apareceu nos longa-metragens Ultraman Mebius & Ultraman Brothers (2006), Dai Kessen e Chou Ultra Hachi Kyodai (2008).

sábado, 10 de outubro de 2015

NOVELA NA IDADE DO LOBO-Tv Tupi

Tempo de Viver-novela da Rede Tupi de Televisão

Tempo de viver foi uma telenovela brasileira de 1972 da TV Tupi, escrita por Péricles Leal e dirigida por Jece Valadão e Marlos Andreucci.A TV Tupi paulista não aceitou exibir a novela, divergências com a TV Tupi carioca, que produziu a novela, fez com que a produção fosse exibida pela TV Gazeta em São Paulo em novembro daquele ano. O motivo do boicote foi pelo fato de, oito anos antes, a emissora carioca não quis apresentar a novela O Direito de Nascer, produzida pela emissora paulista.

Sinopse

Juca é um porteiro que trabalha na Zona Norte do Rio de Janeiro. Divide seu tempo entre a amiga fiel Lúcia e a noiva Maria Helena. Juca vive sendo seguido por um misterioso homem chamado Anjo.

Elenco


Trilha Sonora

  1. Tempo de Viver (instrumental) - Edu Lobo
  2. Você Amiga - Ivan Lins
  3. Vida de Bailarina - Elis Regina
  4. É Natural - Paulinho Tapajós e Dorinha
  5. Psicose - Eklipse Soul
  6. Pérola Negra - Gal Costa
  7. Tango de Maurício - Umas e Outras
  8. Expreesso 2222 - Gilberto Gil
  9. A Velha Casa - Roberto Menescal
  10. Revendo Amigos (Volto pra Curtir) - Lena
  11. Badalação (Bahia Vol.2) - MPB4
  12. Um Dia no Circo - Claudette Soares
  13. Pra Valer - Baden Powell

O MACHÃO - TV TUPI - 1974

Antônio Fagundes e Elias Gleizzer em O Machãohttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJcyDMgGafIoIUkQEVLrODORmj_pAtDemdEML32G2QO_-fXDuh_8QoALsinduRal_Na0vnHB0QRUSWw_aURsBALygUnbyqxe6R8zAl4cEz_-NCS6sm8Pf6I6j9EnkotXNr6ATFAP-k4_k/s1600/AMIGA_POSTER_10.JPGhttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisulFRoXJzXHUXuCySicjuP5BO5pjAS_BxXp3OwkI63MRK0uBaWJXhzOFCgEwUhDU8YEC_VFh9pZlYUgc2eJojys591TO4lILo-6u_gYAHpqR1u9FBcq3-EJETVdw0sn6OCvCwt8cXPuc/s1600/mach%C3%A3o-4.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqMvXOxubYpoB0y4GA2pPFxTuWt3niATWLBXkeBB8rRmBCDJGI5mc3x3tgFfq-SaCtX4aMMGBwjfvVVGl6xGLZ_2na4Q6i7Ma4Oz3tqHdJGRoYlVGOtyCTBXboG-Fv1rHQ4wZBwgNCMGYO/s640/216-18.JPG